quarta-feira, 11 de março de 2009

PORTALEGRE FOI CAPITAL POR 9 DIAS


PORTALEGRE POR NOVE DIAS JÁ FOI CAPITAL
10/05/1817 A 19/05/1817
Parece mentira, mais não é, a pequena comunidade encravada no topo de uma, no sertão potiguar, a belíssima Portalegre já foi a capital do Rio Grande do Norte, por nove dias, de 10 a 19 de maio de 1817. Com o desaparecimento do GOVERNO REPUBLICANO, mas precisamente em 26 de abril de 1817, com o assassinato de ANDRÉ DE ALBUQUERQUE e a prisão dos revolucionários, Portalegre, por 9 dias, serviu de capital do Rio Grande do Norte independente. Decidida a abolir a Coroa portuguesa, da pequena Vila de Portalegre a resistência se fazia contra as vilas rebeldes ao acalentado desejo de emancipação dos potiguares.
OS REVOLUCIONÁRIOS:

1 - PADRE JOÃO BARBOSA CORDEIRO, natural de Ociana-OE, nascido a 6 de junho de 1792, filho de Manoel Barbosa Cordeiro e de Maria José de Menezes Cordeiro. Em 1817 ele era o vigário da freguesia de Portalegre, no Rio Grande do Norte, quando instalou a revolução republicana, preparada em Recife e com ramificação nas províncias da Paraíba, Pernambuco e Ceará. O Padre Cordeiro tomou parte muito ativa nesse movimento, sendo membro do governo provisório instalado em 10 de maio de 1817, na vila de Portalegre. A 19, vitoriosa a contra revolução, o vigário Cordeiro fugiu, com outros implicados, para o interior da Paraíba, onde foi preso e conduzido para Recife e daí para Bahia, em cujas prisões permaneceram até o indulto geral de 1821. Participou igualmente, da revolução de 1824, sendo por isso, novamente preso; mas, achando-se doente no hospital militar, pode daí evadir-se, internando-se pelos sertões, onde se dedicou ao magistério da instrução secundária. Anistiado mais tarde, foi nomeado vigário de Granja, no Ceará, paróquia que regeu até 1848, quando, permutou-a com a de Nossa Senhora dos Prazeres, de Maceió-AL, era cônego honorário da capela Imperial e cavaleiro da Ordem de Cristo. Publicou diversas obras em prosa e em verso. O “Dicionário Biográfico de Pernambucanos Ilustres”, do Dr. Pereira da Costa, inseriu um soneto do Padre Cordeiro. Faleceu na cidade de Maceíó-AL, 1864.
2 - AGOSTINHO FERNANDES DE QUEIROZ, natural de Martins-RN, nascido a 21 de abril de 1780 e faleceu em 6 de março de 1866. Terceiro filho de Domingos Jorge de Queiroz e Sá e de Maria José do Sacramento. Casado com sua prima Maria Gomes de Queiroz, filha do Coronel Agostinho Fernandes de Queiroz e de Francisca do Sacramento. Os pais e as mães eram irmãos, sendo eles, portanto, primos carnais, Agostinho sempre residiu na então povoação de Serrinha dos Pintos (atual cidade, criada pela lei Nº 6.492, de 30 de outubro de 1993, instalada em 1) de janeiro de 1997, que teve como primeiro prefeito o senhor Luiz Gonzaga de Queiroz, eleito em 3 de outubro de 1996). Tomou Parte ativa no movimento revolucionário de 1817 e dada a vitória da legalidade, foi preso com outros participantes da revolução. Transportado preso para Salvador Bahia, ali permaneceu quatro anos. Anistiado, voltou a sua terra natal, trazendo dali, sementes de jaca, tão produtivas ainda hoje. Quem conhece Martins, comprova esta realidade. Todos os historiadores potiguares, sobretudo o saudoso Luís da Câmara Cascudo (3012/1892 – 30/7/1986), têm salientado a personalidade deste filho ilustre de nossa querida e amada terra de Martins, o qual tomou parte em novos movimentos patrióticos, como a organização de um batalhão cívico, de elementos de Martins, Portalegre e Pau dos Ferros, à invasão iminente da fronteira pelos grupos de Pinto Madeira, caudilho cearense, defendendo assim a Província em território distante. Em 1838, o regente do Império nomeou-o um dos Vice-Presidentes da Província do Rio Grande do Norte. Em 27 de fevereiro de 1842, era empossado como primeiro presidente da Câmara Municipal de Maioridade, posteriormente, Imperatriz e atual cidade de Martins, governando até 7 de janeiro de 1845, quando passou o cargo para o senhor Domingos Velhos Barreto Júnior, este irmão de Alexandrinha Barreto, primeira esposa do governador Joaquim Ferreira Chaves Filho.
Agostinho Fernandes (que rejeitou o sobrenome PINTO depois de combater as hostes daquele caudilho invasor, conforme ofício ao Presidente da província do Rio Grande do Norte, Dr. Manuel do Nascimento Castro e Silva.
3 – PADRE GONÇALO BORGES DE ANDRADE
4 – JOÃO SARAIVA DE MOURA
5 – ANTONIO FERREIRA CAVALCANTE
6 – MANOEL JOAQUIM PALÁCIO,
7 – LEANDRO FRANCISCO DE BESSA
8 – JOSÉ VIEIRA DE BARROS
9 – PEDRO LEITE DA SILVA
10 – FRANCISCO MARCAL DA COSTA NEVES
11 – JOSÉ DA SILVA CAVALCANTE
12 – PADRE MANOEL GONÇALVES DAFONTE
13 – FELIPE BANDEIRA DE MELO.

O Governo revolucionário teve vida efêmera, mas deixando todavia para a posteriodade o esemplo de coragem, abnegação e patriotismo daqueles bravos sertanejos que sacrificaram seus interesses particulares e suas liberdades em defesa dos sagrados princípios de liberdade e soberania nacional, cujo resgistro que os portalegrenses até os dias tê, a grande honra e orgulho de expressar entre eles mesmos e visitantes – Portalegre já foi capital. Em Natal a revolução se mantevera de 29 de março a 25 de abril de 1817, encerrando-se com o assassinato do comandante André de Albuquerque. Foi-me impossivel de conseguir dados pessoas de todos os revolucionários.

2 comentários:

  1. gdew j. maria, parabéns pela nova empleitada amigo, gde abraço do amigo Ubiracy Pascoal.

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  2. Olha Ubiracy Phascoal obrigado pelo comentário.Sim, sempre depositei fé em você, tanto como parlamentar municipal e como fururo prefeito de nossa querida e amada cidade de Felipe Guerra. Você tem competência para administrar Felipe Guerra.
    Outrossim, estou com um farto material histórico e contemporâneo felipense, caso, os edis dessa urbe, porventura, tenha interesse de mandar publicá-lo, não faço questão.

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